A previsão das centrais sindicais se confirmou e 100 mil manifestantes participaram do Grito de Alerta em Defesa da Produção e do Emprego, na manhã do dia 4 de abril, junto à Assembleia Legislativa de São Paulo. Participaram todas as seis centrais - CUT, Força, UGT, Nova Central, CTB e CGTB.
Havia também inúmeras delegações de categorias, com forte presença metalúrgica. O Sindicato da Capital (ligado à Força) informou estar presente com 20 mil. Também era grande a presença dos metalúrgicos do ABC, cujo sindicato é filiado à CUT.
O protesto conjunto, convocado por entidades de trabalhadores e de industriais, cobrou do governo uma política industrial efetiva para o País e não apenas medidas pontuais. Trabalhadores e empresários querem redução drástica dos juros e mudanças no câmbio, a fim de estimular a atividade econômica, proteger o parque produtivo nacional e conter a enxurrada de importações.
Os trabalhadores foram mobilizados por centenas de Sindicatos. Os metalúrgicos de Guarulhos, por exemplo, levaram trabalhadores de 70 empresas.
Pelos empresários, compareceram a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), unidades do Ciesp e outras entidades.
Críticas
O deputado federal Paulinho (PDT-SP), presidente da Força Sindical, falou que o plano de incentivos à indústria anunciado no dia 3 de abril pela presidente Dilma Rousseff "foi feito de improviso" e "não ataca o cerne do problema".
Ele diz: "O projeto tem medidas pontuais e importantes. O governo desonerou 11 setores, mas a indústria nacional é composta por 127 setores. O plano não ataca o cerne do problema, que é a questão dos juros e do câmbio". (Fonte: Agência Sindical)