11/09/2011
Carta Maior faz seminário para debater dilemas diante da crise internacional Neoliberalismo: um colapso inconcluso Desde a eclosão da crise imobiliária nos EUA, a partir de 2007, os fatos se precipitaram a uma velocidade que não deixa dúvida: a história apertou o passo. Na ventania desordenada surgem os contornos de uma crise sistêmica. Restrita aos seus próprios termos, a engrenagem das finanças desreguladas não dispõe de uma alternativa para o próprio colapso. A desigualdade construída em trinta anos de supremacia dos mercados financeiros sobre o escrutínio da sociedade cobra sua fatura. Populações asfixiadas acodem às ruas. Estados falidos se escudam em mais arrocho. Anulada no seu relevo institucional por governantes e partidos majoritariamente ortodoxos e tíbios, a democracia representativa também se apequena. O sentido transformador da política passa a ser jogado nas ruas. Sucessivas injeções de dinheiro nos mercados hibernam no caixa de bancos e empresas, sem ativar o metabolismo da produção e do consumo. Exaurido pelo socorro às finanças, o caixa fiscal dos Estados encontra-se emparedado. Demandas sociais crescentes colidem com um endividamento inexcedível a juros cada vez mais calibrados pela desconfiança. Organismos outrora estruturadores dessa hegemonia, como o FMI, rastejam sua esférica desimportância. Demonstrações de obscurantismo fiscal para \'acalmar os mercados\' pontuam a deriva da social-democracia europeia. Para debater esse longo crepúsculo histórico, a Carta Maior promove o seminário: \'Neoliberalismo: um colapso inconcluso\', que se desdobrará em quatro mesas: - A singularidade da crise financeira mundial: Luiz Gonzaga Belluzzo e Maryse Farhi - Panorama geopolítico: novos atores e novas agendas: Ignacy Sachs e Ladislau Dowbor - O Brasil e os canais de transmissão da crise: Márcio Pochmann e Paulo Kliass - Desafios e trunfos da a América Latina: Samuel Pinheiro Guimarães e Emir Sader ![]()
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